quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Com, ou sem eles...a vida segue!

Olá pessoal!

Estava lendo agora pouco uma notícia no site Plataforma Arquitectura (link ao lado), sobre projetos de “Starchitect's” na América Latina. Comentaram de Libeskind no Brasil, do Foster em Buenos Aires e do Cesar Pélli (que para mim de “Starchitect” não tem nada) no Chile.

A pergunta maior foi:

Nós necessitamos deles?

A minha resposta é simples:

Não!

Mas para mim, pelo menos, não é essa questão que está em jogo.

Sabemos que possuímos qualidade técnica suficiente no Brasil para fazer projetos tão bons quanto, mas para alguns arquitetos ainda existe um protecionismo arquitetônico exacerbado de que “aqui eu que mando”.

No outro dia mesmo vi em uma revista que o projeto urbano de um condomínio fechado no interior de São Paulo era de um escritório americano. O mesmo que fez alguns parques da Flórida. Sem querer desmerecer o escritório, mas o que a Flórida tem a ver com um condomínio no interior de São Paulo?

O assunto chega a ser o mesmo dos “Starchitect's” na América Latina. Precisa contratar um escritório americano para fazer o desenho urbano de um condomínio?

Não.

Mas o que eles querem é poder dizer que “foi um escritório americano X que fez.”

Penso que eles têm direito de projetar aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar, assim como nós já projetamos fora de nosso país.

Aliás, há alguns escritórios que ainda projetam fora do Brasil, e qual seria o problema?

Nenhum.

Vamos deixar de lado essa questão de que eles estão interferindo nos nossos trabalhos, ou que estão roubando nossos clientes, pois não tem nada a ver.

Seguimos nossa vida de arquitetos como sempre seguimos. Com, ou sem eles.

Saudações.

Rossin/SP

1 comentários:

luciano l. basso disse...

Rossin, há grande possibilidade -no caso do condomínio- que haja investidores gringos e eles trazer junto a equipe em que eles confiam... já vi isso aqui no sul...

Sobre os projetos dos Starchitects em terras tupiniquins... não acho que a gente precise, mas eu gosto da idéia, gosto bastante. Mesmo quando é para mero deleite do mercado imobiliário.

Isso só agrega... quantos projetos são aprovados por mês em uma cidade como São Paulo? Quantos são de um starchitect? Ou seja, não está tirando o trabalho de ninguém e é bacana termos um toque gringo em nossa paisagem... o PMR não fez recentes projetos pela Europa? O ON não tem projetos pelo mundo inteiro? Então... essa á graça da arquitetura... não temos fronteiras no nosso trabalho...

Agora, preste atenção que não entro no mérito de os projetos serem bons ou ruins... podem até ser uma droga, e daí? Nosso arquitetos não fazem drogas também?

Viva a aldeia global!